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A Arte da Pastelaria em Portugal

História

A história da pastelaria em Portugal ganha particular relevância a partir do período dos Descobrimentos, com a introdução e generalização do açúcar, que permitiu o desenvolvimento de uma vasta variedade de receitas.

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Origem

Foi nos conventos e mosteiros que a doçaria tradicional portuguesa encontrou uma das suas expressões mais marcantes. A utilização abundante de ovos e açúcar deu origem a receitas e técnicas únicas, transmitidas ao longo de gerações e profundamente ligadas à identidade gastronómica nacional [1].

Como refere José Quitério:

"A doçaria conventual portuguesa constitui um dos mais ricos patrimónios gastronómicos da Europa." (O Livro de Bem Comer).

Após a extinção das ordens religiosas, muitas destas receitas passaram do espaço conventual para oficinas, pastelarias e casas particulares, sendo preservadas, reinterpretadas e difundidas por todo o país [2].

Origem da Pastelaria

A tradição doceira portuguesa manteve-se assim viva através do saber-fazer dos pasteleiros, da transmissão oral e da valorização dos produtos regionais. Em cidades como Évora, esta herança continua particularmente presente em especialidades emblemáticas ligadas à tradição conventual alentejana.

Hoje, a pastelaria em Portugal continua a evoluir, conciliando tradição e inovação, criatividade e memória, sem perder a ligação às suas origens históricas e culturais.

Referências

  1. [1] COELHO, Maria Helena da Cruz – A Alimentação em Portugal na Idade Média
  2. [2] BELTRÃO, Luísa – Doces Conventuais Portugueses
  3. [3] QUITÉRIO, José – O Livro de Bem Comer
  4. [4] Turismo de Portugal – Património Gastronómico Português