Évora localiza-se no coração da peneplanície alentejana, num ponto estratégico onde convergem três importantes bacias hidrográficas — Tejo, Guadiana e Sado. Esta posição privilegiada favoreceu, desde cedo, a circulação de pessoas, bens e culturas entre o litoral e o interior, bem como entre o norte e o sul da Península Ibérica [1].
































A região apresenta vestígios de ocupação humana desde a pré-história, sendo o Alentejo Central uma das áreas com maior concentração de monumentos megalíticos em Portugal, evidenciando uma continuidade histórica rara [2].
Ao longo dos séculos, Évora afirmou-se como um importante centro político, social e religioso. Durante o período romano, a cidade foi elevada a município de direito latino, com a designação Liberalitas Julia, assumindo relevância administrativa na Lusitânia [3]. Deste período subsiste o Templo Romano de Évora, frequentemente descrito como um dos mais importantes vestígios romanos em território nacional [4].
Os períodos visigótico e muçulmano confirmam a continuidade urbana da cidade. Em 1165, a conquista cristã liderada por Geraldo Sem Pavor marcou a integração no Reino de Portugal e o início de uma nova fase de afirmação [1].
A construção da Sé Catedral de Évora constituiu um dos principais marcos deste período, sendo um dos exemplos mais relevantes do gótico português. Durante a Idade Média, igrejas e conventos moldaram o crescimento urbano, enquanto a Praça do Giraldo se consolidava como centro da vida pública [5].
No século XVI — considerado o século de ouro da cidade — Évora conheceu um notável florescimento cultural e arquitetónico. A presença da corte e a fundação da Universidade reforçaram o seu papel intelectual e político, enquanto o Aqueduto da Água de Prata marcou de forma decisiva a organização urbana [6].
É neste contexto que o seu valor patrimonial se torna particularmente evidente. Como refere a UNESCO, o centro histórico de Évora constitui:
“um exemplo excecional de uma cidade portuguesa que preservou o seu caráter ao longo dos séculos” (UNESCO, Historic Centre of Évora).
No século XVII, as chamadas “Alterações de Évora” revelaram a tensão política do período e anteciparam a Restauração da Independência [7].
O encerramento da Universidade em 1759, no contexto das reformas pombalinas e da expulsão da Companhia de Jesus, marcou o início de um período de declínio relativo [8].
Apesar disso, a cidade manteve a sua relevância histórica e cultural. Como sublinha José Hermano Saraiva:
“Évora foi, durante séculos, uma das cidades mais importantes do reino, rivalizando em prestígio com Lisboa.” (História Concisa de Portugal).
Hoje, Évora apresenta-se como uma cidade de forte identidade histórica, onde diferentes épocas coexistem numa malha urbana consolidada. O seu património constitui um testemunho vivo da continuidade histórica e um elemento essencial na valorização da região.
A Plataforma Nacional da Pastelaria tem a sua sede em Évora, no âmbito de uma parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.
A escolha de Évora resulta da sua forte identidade histórica, cultural e gastronómica, sendo um território onde a tradição e o património assumem um papel central. A ligação à doçaria conventual e à gastronomia regional reforça a sua relevância enquanto espaço de referência para a valorização da pastelaria em Portugal.
A Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo desempenha um papel fundamental na promoção e estruturação do território, valorizando os seus recursos endógenos e afirmando a identidade regional como elemento diferenciador. Neste contexto, a gastronomia e a doçaria tradicional assumem-se como ativos estratégicos para o desenvolvimento turístico e cultural da região.
A criação da Plataforma Nacional da Pastelaria em Évora traduz uma convergência entre território, identidade e estratégia, permitindo reforçar o posicionamento da pastelaria portuguesa enquanto expressão cultural e económica de relevância nacional.

A parceria entre a Plataforma Nacional da Pastelaria e o território de Évora assenta numa visão partilhada de valorização do património doceiro, da tradição conventual e da identidade gastronómica alentejana.
Mais do que um cenário histórico, Évora afirma-se como um território vivo, onde o saber-fazer da pastelaria tradicional encontra espaço para preservação, inovação e projeção nacional e internacional.
Como reconhece a UNESCO sobre o centro histórico da cidade:
“Évora constitui um exemplo excecional de cidade portuguesa cuja estrutura urbana reflete diferentes períodos da sua longa história.”
Showcookings, talks, exposições, festivais e experiências sensoriais colocam a pastelaria no centro da vida cultural de Évora. Da criação artesanal à inovação gastronómica, promovemos momentos que aproximam profissionais, comunidade e visitantes, reforçando a ligação entre a pastelaria, o território e a experiência.
Pasteleiros, marcas, pastelarias, chefs, escolas, eventos e entidades culturais. Construímos uma rede ativa e colaborativa que valoriza o conhecimento, estimula a criatividade e fortalece o ecossistema da pastelaria.
Em Évora, a pastelaria integra-se naturalmente na identidade do território, onde o património histórico e a cultura gastronómica convivem no mesmo espaço vivido. Entre conventos, ruas antigas e uma tradição doceira profundamente enraizada, criam-se experiências que ligam sabores, lugares e memória.
Aqui, a pastelaria interpreta a história de Évora e o futuro constrói-se com o talento de quem transforma matéria-prima em experiência.
A doçaria conventual e o saber-fazer tradicional alentejano fazem parte de um património gastronómico profundamente enraizado no território, reconhecido e valorizado pela Direção-Geral do Património Cultural enquanto expressão da identidade cultural portuguesa.
Uma parceria que respeita a memória do território e projeta Évora como referência da pastelaria em Portugal.
Onde o património histórico e a tradição doceira se entrelaçam numa cidade única do Alentejo. Entre ruas ancestrais, conventos e saberes antigos, a pastelaria ganha expressão num território que preserva a memória e celebra o sabor.
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